Um passeio pela história da reconstrução corporal.

O dado é assustador: quase metade das cirurgias plásticas para correção do nariz precisam ser refeitas e, de acordo com o presidente da SBCP-SP, João de Moraes Prado Neto, desse total de 40%, 30% necessitam de enxerto para corrigir problemas funcionais. Uma das cirurgias plásticas mais realizadas, a rinoplastia só perde apenas para a cirurgia de mama e a lipoaspiração no quesito mais buscada.

Apesar de ser uma cirurgia considerada de baixo risco, a cirurgia de nariz é uma das mais complexas, pois além de necessitar de muito conhecimento das funcionalidades do órgão, o cirurgião precisa possuir talento nato, senso estético apurado e equilíbrio.

Para não tornar o tão sonhado nariz de Cinderela algo que, além de incomodar esteticamente, provoque problemas funcionais, é comum que alguns médicos cirurgiões habilitados “terceirizem” o serviço, dada a dificuldade que muitos têm em operar o rosto.

Para o especialista, que possui trinta e três anos de experiência na área e já operou mais de 2.000 narizes, se o orgão não for bem operado pode tornar-se motivo de vergonha.

Além de ficar esteticamente mal feito e provocar um desalinho junto ao rosto, a má realização da cirurgia pode causar resultados desastrosos como um desvio expressivo de nariz para ambos os lados. A retirada em excesso da cartilagem que também é muito comum acontecer nas cirurgias, dificulta a respiração e pode trazer conseqüências graves.

Na proporção de 100 narizes operados, por cirurgiões inabilitados, cerca de 30 deles são refeitos sendo que na maioria das vezes necessitam de enxerto para corrigir problemas funcionais. Prado Neto enfatiza que, de 100 cirurgias realizadas por ele, aproximadamente 6% necessitam de retoque realizados por ele próprio.

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